sexta-feira, 31 de maio de 2013

aplicando o jan/15

Aplicando o pré jan/15 cinco bps abaixo do ponto máximo de agora em diante (agora está em 8,92%, acabei de aprender que tem um tal de trailing stop que me permite fazer isso, no pior caso vou aplicar a 8,87%)

Modelo Chorinho e o PIBinho

Meu modelo de DSGE Chorinho começa a contar uma história mais consistente das razões para o PIBinho: crédito.
Pelo lado micro, a história é velha, e até que cola. Do lado da demanda, endividamento das famílias, alavancagem das empresas, e a inadimplência. Do lado da oferta, bancos públicos menos eficientes que privados, o crédito para trocar de dívida em vez de novo consumo e projetos.

Pelo lado macro, tampouco é tão surpreendente assim. Com os novos números (consumo e caged baixos, investimento e inflação altos), não parece ser produtividade ou política monetária. Commodities também não, devido ao timing. Sobra o crédito/incerteza, reduzindo tanto consumo quanto investimento. O chorinho sugere que é um choque muito duro, comparado ao da crise de 2009, e que se não fosse pela política monetária e fiscal expansionista, o PIB seria muito pior.

Stopado na B15

E não foi por pouco não

Hire me now, Dilma, and growth will resume in 2014

Dilma, you have got a growth problem. Kick your incompetent team and grant me unlimited powers

Here's my plan:

1 - Immediately set Selic at 10% and gradually reduce it after inflation reaches 4% (the new ITarget)

2 - Freely floating exchange rates, to offset external shocks in terms of trade (this stabilizes inflation and growth)

3 - Increase fiscal primary surplus to 4% of GDP for 2 years then implement an institutionally solid counter-cyclical fiscal policy

4 - Slash import tariffs to chilean levels in 4 years

5 - Devolute power to Regulatory Agencies in order to boost investment in infrastructure

6 - Close the BNDES as rapidly as possible and move the (supposed) financing of positive externalities to the budget (long term credit will develop after this)

7 - Curb the crazy credit expansion in CEF and BB

8 - Minimum wage new law: index MW to inflation only; about the impact on social security: real gains in the economy should not accrue to people not working anymore

9 - Pass an administrative reform to improve incentives in the public sector

10 - Increase teachers wages by 20% now (carrot) conditional on performance and devise a monitoring system to kick out the incompetent/lazy teachers from public schools

11 - Increase costs of commiting crimes and improve the penitenciary system's quality

What then, Mrs. President? Am I hired?


quinta-feira, 30 de maio de 2013

As duas surpresas

PIB fraco, fraco, e Copom surpreendente.

A surpresa maior, pra mim, foi o Copom. Com o pibinho de 0,6% (minha expectativa era de 0,7%) eu estava certo de 0.25% pela noite, após o telefonema da chefe.

Errei.

Pergunto: o BC mudou sua função de reação? Aprendeu com o Copom passado, no qual ele derrubou o juro real e danificou ainda mais sua credibilidade?

Acho que eles não mudaram os parâmetros da função de reação, mas perceberam que a já diminuta reputação anti-inflacionária iria para zero se "amarelassem" por conta da atividade. Foi uma escolha correta, e eu aplaudo pela primeira vez esse BC.

Contanto, sigo com uma incomoda pulga atrás da orelha. Se eles não mudaram a função de reação e simplesmente foram de 50 pontos para evitar o caos reputacional, pergunto: o que vem pela frente?

O FK acha que eles revertem para 25 já na próxima e param, já tendo provado sua tempestividade esse mês...

Parece-me um belo cenário.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Choramos por ti

Deu hoje no La Nacion: os "fiscais do Sarney" vão ter trabalho.

Advierten que los 500 productos congelados deberán tener el mismo precio en todo el país

Así lo manifestó María Lucila Colombo, funcionaria de confianza de Guillermo Moreno; explicó cómo se hará el "control" de los militantes sobre los precios

Quem tem mais de 40 sabe como isso vai acabar.


E uma moçada em Brasília deve estar morrendo de inveja.



China sobre IPCA

Estou confuso. Li a Leitão no Globo, dizendo que o Copom é 25 por causa da China. Nem o efeito da China sobre o IPCA eu sei.
A China desacelera, compra menos minério de ferro, soja, petróleo, etc.. O minério de ferro faz o Real depreciar, atrapalhando a inflação. O impacto da queda de preço da soja, que pega no IPCA através da carne, é muito menor. Petróleo tem potencial para afetar inflação, mas o efeito da China parece ser bem menor nesse mercado. Meu chute é que o efeito da desaceleração da China será inflacionário.
Não que isso realmente signifique algo para o Copom.

Coisas que li no Valor hoje

Primeiro, o Bresser falou que o crescimento do Brasil poderia ser 3 vezes o atual com câmbio a 2,80.
Quer dizer, poderíamos crescer perto de 8% com esse totó no câmbio nominal !! O que estamos esperando, gente ?? Como pode um cara ter a coragem de falar algo assim me espanta tremendamente...deveria ter uma lei para isso tipo de afronta à sociedade.

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Tem esse debate sobre a importância da poupança no crescimento. O FK, neoclássico puro, vai dizer que não importa, que ou tem choque de produtividade, ou não tem, e ponto. Acho que ele está mais certo que errado, mas eu gosto da tese do Aghion (Harvard) de que poupança doméstica importa se as instituições não são uma Brastemp. A ideia é que a co-participação da poupança doméstica no financiamento de projetos destinados a implementar tecnologia estrangeira aqui é importante pois ajuda a reduzir os riscos para o parceiro externo. O governo vai ser menos propenso a tungar um capital misto. O Aghion mostra numa regressão de painel que isso parece ocorrer nos Emergentes.

O que Samuel e Silvia estão enfatizando não parece ser isso. Não entendi direito o ponto deles lendo o jornal; mas pelas minhas conversas com o Samuel, acho que é o seguinte: no Brasil, choque de produtividade ou de preços relativos que elevam o PIB geram também aumento do gasto do governo (queda da poupança). Aí uma política monetária restritiva acaba sendo implementada para segurar a inflação e isso trava o investimento. Esse modelo fecha na minha cabeça. E como as instituições garantidoras dos direitos de propriedade dos investidores não são uma Brastemp, tem um limite mais apertado para a poupança externa financiar a arrancada do investimento. Mas aí, Samuel, acho que não daria pra caminhar pro modelo Australiano, certo? Especializar mais em commodities e extrativa, ótimo, acho que é o curso natural das coisas mesmo e o governo deveria parar de remar contra. Mas, conseguir rodar transações correntes a 4% do PIB não me parece que tenha a ver com isso, Samuca. Tem a ver com pararmos de ser tão market-unfriendly.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

GUSTAVO FRANCO FALOU UMA BOBAGEM

Minha função na sociedade não é agradar ortodoxos e atacar heterodoxos; sou guardião da teoria econômica, essa é minha sina. Aceitei o fardo, e o fado. Se o Gustavo Franco, com quem muitas vezes concordo, fala uma besteira econômica, não posso perdoá-lo. É a minha sina (já disse isso?). No artigo no Estadão desse domingo, ele atacou a deterioração fiscal em curso. Concordo 100%, a coisa está indo pro vinagre. E dívida bruta é uma medida importante mesmo. Onde ele errou -- e não foi um deslize não, foi erro mesmo --- foi na coisa das laranjas/maçãs e reservas internacionais. Bom, ele disse que não adianta eu ter ativos em maçã se minha dívida é em laranjas. Claro que adianta, Gustavo. Tem um preço relativo entre laranjas e maçãs, negociadas em mercado. Faz a conversão pela taxa, ajusta pelos riscos, e pronto. Se uma maçã vale duas laranjas e eu tenho uma dívida de 100 laranjas e ativos em forma de 50 maçãs, minha dívida líquida é zero, e eu sou sim um país sustentável. Se eu tenho dólares no meu ativo, e reais no passivo em forma de dívida, por que aqueles dólares não entram na conta da minha capacidade de repagamento dessa dívida??

O resto do artigo é muito bom. A crítica ao crédito público pros amigos do rei, muito bem ajambrada.

Diz aí, se o governo falar pra você, antoninho, que vai te pagar a dívida que ele tem com você usando dólares dele ao invés de reais, você diz que não aceita?

A ENTREVISTA DO BELLUZO

Na raiva e na depressão, a língua de nossa mãe se impõe a do nosso pai. Meu pai é inglês, minha mãe uma mulata brasileira. A entrevista do Belluzo me deixou enraivecido e deprimido ao mesmo tempo. E esse cavalheiro é o conselheiro-mor. Onde vamos parar?

1) Ele disse que a deterioração fiscal vigente NÃO gera um problema de demanda agregada relevante. Meu Deus, como pode um economista falar um absurdo desse? Ainda mais num momento crítico como o corrente.

2) Ele disse que a indústria está mal por conta do câmbio dos últimos 30 anos (não estou sacaneando, ele disse mesmo)!! Belluzo, você tem ideia do estado da infraestrutura brasileira, e da dificuldade que as empresas têm em embarcar um produto? Você já leu por aí o quão despreparado é o trabalhador médio brasileiro porque por décadas nossos governos negligenciaram o capital humano. Conhece um tal exame PISA que mostra onde se situam nossos alunos em matemática e linguagem? Sabe o tamanho da carga tributária e sua complexidade? E vem me dizer que o problema histórico nosso é a taxa de câmbio???

3) Belluzo, se você quisesse atacar o FHC1 pela extensão do período com câmbio semi-fixo, tudo bem. Mas desde 1999 o câmbio é flutuante. FLUTUANTE. Não tem governo apreciando-o artificialmente para manter inflação baixa. Aliás, seu governo montou uma fogueira inflacionária depreciando o câmbio artificialmente no ano passado. E a indústria, vale lembrar, não melhorou muito não

4) Ah, e sem câmbio fixo por um tempo, NENHUM país da história se livrou de inflação elevada. E de que cartola você tirou que 2,50 é o câmbio de equilíbrio? O que é, aliás, isso chamado câmbio de equilíbrio? É a taxa mágica que torna um número suficiente de empresas não-eficientes (em boa parte por conta de um governo incapaz de fornecer o mínimo de bens públicos necessários pra economia funcionar) rentáveis?

A única coisa certa que você disse foi que não há solução de curto prazo. Curioso, parece que o governo que voce aconselha pensa exatamente o contrário, cada vez mais bicando a demanda pra ver se consegue estourar o teto da meta no curto prazo. Fala pra Dilma abandonar esse viés anti-mercado campineiro que apenas afasta o investidor e/ou torna o investimento aqui mais caro (via risco). Assim vocês ajudarão os mais pobres também, pois o salário real médio depende do estoque de capital.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

COPOM Votes

Antoninho (me) = 25%
X (my bro)       = 50%
CESG              = 25%
FK                   = 50%
The Anchor      = 25%
Gargamel          = 50%
Boyolo             = 50%
Bloomberg        = 43.44%
CAG                = 43.44%

Stop calling Laurence Ball stupid

If you are among those calling Ball an idiot simply because he said a 4% inflation rate for the developed world is optimal, well then YOU are stupid.

Go search in the literature the terrible costs of a 4% inflation rate...you wont find. There is no such evidence out there, sorry.

The benefits are clear: from the Fisher equation, nominal interest rates rise with inflation one-to-one, which allows countries to avoid the zero bound if a strong recession kicks in. In sum, there is more room for traditional monetary policy to deal with the recessionary scenario. Oh, it is not unlikely, it is not a one in 100 years event!

In the last 70 years, it may be, but that means nothing because it is only recently that countries have been focusing on the 2% target. And in two and a half decades we reached the zero bound twice, in japan 20 years ago, and in many countries now.

Genta's friend does not speak chinese

Genta is worried about China, extremely so. To some extent enveryone is. One argument i dont buy which has been put forth by these more pessimistic economists is that Chinas BC cant lower rates if push really comes to shove. They say China BC has its hands tied because of rising property prices. But why cant the CB cut rates and simultaneously impose regulatory restrictions on the housing market, on mortgage loans? It sure can!

Genta has a very close friend who travels frequently to China in order to understand the contry better. This old fellow is pessimistic and he has influenced young Genta. But boy, he does not speak chinese. I do. He probably misunderstood what they told him (in case he really did go there)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

25; 50; 25; 50; 25; 50

o X disse num comentário que tombini chancelou 50 ontem
X, esse bc já disse e desdisse tantas vezes, é o bc do cavalo-de-pau, lembra? nao chancela nada, precisa a dona lá estar de acordo, rapaz
a razão ruido/sinal desse pessoal é a mais alta da história dos bcs desde 1500 (na época da presidência tupinambá) entao cuidado em ler a última fala grossa como determinante
claro, você pode acertar, mas se eu jogar uma moeda pro alto e apostar "cara" eu acerto com 1/2 de chance; quero apostar um almoço, X, lá na Suécia, que vem 25 de novo (temo que com recuo de alimentos venha 12,5)
lembrei daquele paper que lemos juntos, do Vickers, no qual o bc joga mixed strategies, voce lembra, lá nos EUA ? eu achei far-fetched na época....pas plus!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aplicando o GT10 (treasury de 10 anos) a 2.03

Se chegar a 1.80 eu ganho, se for a 2.20 eu perco. Contra parte alguém?

Preço do vinho

Em cidades onde custo do aluguel é muito alto, como Londres, os supermercados são cheios de promoções do tipo: "leve muitos que eu te dou um puta desconto". Comprar mais sai, por unidade (kg, ml), mais barato porque o custo de armazenagem é bizarro.

Mas isso não parece explicar o puzzle do novo título gráfico desse blog. Note que não é apenas que o preço do ml do vinho da maior garrafa é menor; o total cobrado é menor! Aí não dá!

Foi só um erro de marcação, ou posicionamento. Não merecia sequer esse post.

Ruy is dead...

We will all miss you! You defended us against the heterodox scam unabashdly!

terça-feira, 21 de maio de 2013

SAMBA no seminário (wonkish)


Since FK is asleep, let me say something more about the Seminario de Metas do BC.
First, Silvio e Fabia gave a quick view of the new SAMBA, now with reserve requirements as an alternative monetary policy tool (actually, they call it macroprudential…). Interestingly, this happens even if the reserves yield Selic rates. Basic idea is to suppose banks have a cost which is proportional to the difference between the return on loans and the Selic. (This only makes sense if it is implicitly assumed banks are risk neutral, or if there is some form of transaction cost that makes banks prefer to stick to an optimal level of Gov’t bonds). Needless to say, I’m not particularly happy with their microfoundations. But I believe it is a useful addition to the original model.
Second, a gringo called Wolter, or something like that, discussed how to perform conditional forecasting in DSGE models. (You know, the typical question of how much would be inflation if the interest rate path is this or that.) The issue is if one should use “stochastic shocks” (keep the same Taylor rule and add a monetary shocks), or “deterministic shocks” (change the Taylor rule). In the second case, agents anticipate the monetary policy change and its effects get hugely magnified.
The gringo schmuck didn’t know which way was better (and neither did FK). I believe even though deterministic shocks make more theoretical sense, stochastic shocks are better, because people (in general) do not anticipate.
Something with this flavor is happening now in the US: Bernanke is kinda suggesting QE tapering would not be deterministic or monotonic. You know, when they start buying less treasuries and MBS, they may increase or reduce the pace depending on the state of the economy. By saying this, Bernanke hopes the economic agents will not react strongly, and Fed “great exit” maybe runs more smoothly.

domingo, 19 de maio de 2013

FK in "Big State" (page B.8) and overshooting (wonkish)

FK said to reporters the exchange rate will go to 2,80 before coming back to 2,40. Since he is in touch with Delfos, I will buy some greens.

He mentioned overshooting. What causes this strange phenomenon?

Sticky prices.

Govt increases M;

P does not move immediately but begins to rise slowly;

Due to the above M/P will decrease from t=0 levels; then interest  rates will rise all the way from extremely initial depressed levels until steady state.

The exchange rate has to appreciate during the trajectory; because interest is increasing, right?

But how to reconcile a more depreciated exchange rate in the new s.state with a dynamics in which the exchange rate appreciates until the new equilibtium??

OVERSHOOTING !

ps. when he was young, i taught FK this.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Laurencio Bola

Estou ainda preso no Rio, nao entendo porque nao da p decolar com neblina. Basta virar p esquerda que o avião nao pega no pão de açúcar...acho que vou com o Genta comer empadinha aquecida no microondas.
O Bola foi mesmo o highlight. Independência do BC é ruim. Se a inflação já está no topo da meta há muito tempo, e as expectativas já convergiram p isso, então é melhor deixar lá. Trazer p o centro da meta é muito custoso. Histerese no mercado de trabalho faz com que apertos monetários tenham custos perpétuos sobre a economia, que superam de longe os benefícios de inflação baixa. O Alex Ribeiro do Valor vai fazer a festa. Segunda vamos ler.
Sim, foi erro do BC. O José Julio trouxe o Bola p seminário na EPGE, o BC aproveitou e convidou p o seminário de metas. Vieram c uma história que o Ken Rogoff cancelou de surpresa, mas é mentira -- ele me disse. Deviam saber, o Bola já falava de impactos perpétuos de choques nominais há muito tempo. Na academia também podemos falar que a grande depressão foi choque negativo de produtividade. É um ótimo social ter acadêmicos levando hipóteses até suas últimas consequências. O chato é misturar isso com banco central, trazer imprensa e observadores de tomate p assistir, confusão desnecessária. Mas nada grave. Terça feira já vai ter sido esquecido.


You Have to Have Balls

Almocei hoje com um economista que compareceu ao seminário de metas de inflação do BC.

Fui em uns dois ou três. Os eventos são sempre legais, com a moçada mostrando o que há de melhor em pesquisa sobre assuntos que devem preocupar os BCs. Todo mundo vai. É aquela festa.

Dessa vez parece que não foi diferente. Dentre os palestrantes, um dos "cabeça-de-chave" era o Laurence Ball. Na época que eu tinha tempo para ler coisas interessantes, lembro de ter passado os olhos em um ou dois papers dele.

Salvo engano da memória, o cara é um desses novo-keynesianos - gente séria que coloca algumas falhas e fricções na modelagem para poder explicar o mundo real sem ter que inventar choques malucos.  Uma galera que consegue emplacar artigos em revistas acima de qualquer suspeita.

Parênteses: não confundir com a picaretagem que atende pelo nome de pós-keynesianismo. Há uns 8 ou 9 pós-keynesianos no mundo, 5 no Brasil. O FK me disse que eles se caracterizam por fazer modelos com 300 equações descritas por letrinhas que tem um pontinho em cima. E adoram quando a dinâmica resultante é não linear e instável, ponto de sela e o escambau.

Muito bem. Meu amigo disse que o Laurence chegou lá, deu um pigarro e mandou um rosário de deixar até o Mantega envergonhado. Falou que uma meta de inflação de 4% seria boa para os EUA e coisas do gênero.

Tenho certeza que ele falou tudo o que disse imbuído da maior pureza acadêmica. Convenhamos, o mundo está mesmo de cabeça para baixo. Mas a turma ficou apavorada.

Será que o BC foi pego de surpresa também ou a ideia foi dar um recado mesmo?

O FK esteve lá. Vamos ver o que ele achou.

TEMPESTIVO ?

Now, why should I trust Tombini's words this time around?

Because (i) his scenario for economic activity has been confirmed, 1% first quarter IBCBR; and (ii) his inflation forecast proved wrong: long run expectations rose and short-term CPI surprised everyone on the upside. So even if Tombini cares more about y than about pi, he should hasten the pace.

Well, I still have my doubts. I think Tombini does want to tighten faster, but if GDP figures put Dilma in dire straits, I guess she will dial the CB number and, very politely, order him to shut the fuck up.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PIB entre 00hs e 6hs da manhã

Precisamos nos preocupar tanto com as subidas e descidas da atividade no curto prazo? O foco não deveria ser em consolidar políticas pró-crescimento para o longo prazo?

Um amigo ontem num seminário me lembrou da piada de que o PIB horário brasileiro desaba entre meia-noite e seis da manhã, mas ninguém deveria se preocupar com isso...

Fiquei imaginando o Arnold Augustin, da Fazenda, num plano soviético para expandir a política fiscal pelas madrugadas, para estimular a economia contraciclicamente.

Aposta na Selic

mais 3 ou 4 altas de 25 pontos

o ibc-br de hoje fortaleceu essa minha aposta; a atividade frustra continuadamente; a cada dado novo

e creio que o pib vai ser fraquinho, não passando de .9%

a inflação está forte mesmo, vai seguir com um componente principal forte, mas os números vão dar uma aliviada por conta dos IPAs derretendo; não creio na história de que nunca vai chegar no varejo...

aí fechamos o ano com 5,83% e o governo feliz

em 2014?

não sei, dá uma ajeita aqui, outra ali, fica abaixo de 6,5% na marra

e 2015?

cenários: argentinização (20%); novo choque ortodoxo comandado por heterodoxos (70%); incerteza knightiana (escrevi errado..., 10%)

e segue a vida

terça-feira, 14 de maio de 2013

Lissão de casa

Aprendo muito com o professor FK e fico feliz de saber que o Delfas também (faltou o gordo mencionar no Valor as dimensões de nosso território, contraponto aos DSGE que o FK, cautelosamente, colocou em seu arrazoado recente).

Hoje aprendi duas coisas:

1. Que todo mundo é imbecil (menos no Brasil, em que os livros escolares são esselentes) e que
2. A imbecilidade dos 6 bilhões de terráqueos empurrará o PE do SPX para 19.

Contribuissão (imbecil) ao debate: para quanto vai o SPX?

Resposta: para pouco mais de 2000 se a expectativa de ganhos for de 5% (metade do que foi nos últimos 10 anos). Ou seje: âpsaide de quase 30 purssa.

Imbecil que está lendo: você vai ao shopping ?

FK for the CB

Next time Delfos meets Dilma he should counsel her to invite FK for the CB.
Seriously, he is the best applied macro economist we have today.
With FK dictating the course of monetary policy, inflation expectations would fall dramatically, rendering the disinflationary process lying ahead less costly in terms of lost output.
It is a hell of a signalling strategy!

Fed Equation

(de fato senti o golpe e estou desviando a atenção)

Livro de Escola Pública em MG


Egrégio Prof. Delfim (Valor)

Ilustríssimo gordão, vc não me engana. Sei que semana que vem a carga volta.

Delfos in love w FK

Unbelievable. Delfos praising FK today in The Value.
Congrats. But take Delfos advice and study history my old pupil!
Delfos, my dear,one cannot teach dsge for undergrads, it is hard. Have you tried going through the math? Blanchard and kahn solution method?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Loss Aversion, Financial Repression and Great Rotation


Motivado pelo João Vaz tentei fazer umas contas. Dado que os juros reais são negativos (no mundo desenvolvido), os agentes econômicos vão realocar seus ativos para a bolsa mesmo que essa contenha muito risco. Haverá o tal do "great rotation", de bonds para equity. E com isso, o PE (price earnings) da bolsa ficará muito mais alto do que o usual. Mas quanto?
A teoria de Loss Aversion (Kahneman e Tversky) é consistente com aquele papo de que dentro de nós há dois sistemas, um reflexivo (Mr. Spock) e outro automático (Homer Simpson). O Homer tem utilidade meio estranha, que não satisfaz transitividade e outras racionalidades. Em particular, dá muito mais peso para o desgosto que para o gosto.
(Eu gosto da história. Imagino que o CESG-sob-a-lupa também. O Antoninho, um babaca, vai achar que é muito heterodoxo. O CT está dormindo. O X, que se dane o X.)
Para aplicar a teoria eu utilizei as preferências propostas pelo Kahneman e Tversky (na figura) e segui os passos do Benatzi e Thaler (QJE 1995). Preocupados com o equity risk premium eles calcularam as condições para fazer o Homer Simpson indiferente entre bonds e equities. Eu fiz o mesmo, mas usando os novos valores para juros reais.
Na tabela os resultados que obtive. Sabendo que a bolsa tem o mesmo risco de sempre, o Mr. Spock manteria o Equity Risk Premium em 4,5, e o PE da bolsa ficaria nos usuais 15. O Homer, desgostoso com o juro negativo, faria o Equity Risk Premium cair para 3, levando o PE da bolsa para 19.


Unveiling X

There you are, my bro, Economista X, close to CT. So long ago you are hardly recognizable...

Cannot fathom that

It seems the USA (country I chose to live many years ago, when i left Botucatu) will perform above expectations this year and the next. Now, people react strangely to this ongoing bayesian update: they get worried that the monetary stimulus will eventually be retired! For god´s sake, what´s there to worry about?? Do you prefer a world in which the US economy remains on life-supporting monetary injections? I do not. Maybe the difference comes from the fact that I am an american citizen now, working in the real sector (yes, that´s true, i run a small grocery store in Brookline Boston)

Violência e maioridade penal

Fiquei feliz de ver o texto do Samuel pessoa nesse fim de semana na Folha, reclamando que todo mundo acha que tem bem de Giffen em todos os lugares, inclusive na questão da violência.

Eu vou dizer mais: estou puto com o ministro Cardoso e com o Alckmin. A reação dos dois à escalada da violência em SP tem sido lamentável. O Cardoso disse, comentando a discussão sobre maioridade penal: "o problema é complexo". A gente não te paga pra isso, ministro, pra falar o óbvio. Tenha dó. Todo mundo sabe que é um tema complexo, mas qual conjunto de reformas institucionais você apresentou à sociedade para melhorar o problema? Gostaria de poder te mandar embora. O Geraldo foi patético. Irritado com as críticas, ele aconselhou os paulistanos olharem os dados de violência em outros lugares. Disse isso em tom meio irônico "tá descontente, vai pro Recife". Alckmim, ridícula sua atitude, infantil!

Eu defendo a redução da maioridade penal, para 16 anos. Sei que não é silver bullet, mas é um passo na direção correta. Aumenta o custo para o infrator menor de 18 anos, e deve portanto reduzir a criminalidade nessa faixa. O Cardoso disse que é ruim, pois "as cadeias são escolas de bandidagem". Resposta idiota essa. As ruas onde eles estão são o quê, ministro?? Deixa de ser politicamente correto e pense com mais cuidado no que você fala.

Tem muito recrutamento de adolescente para o crime em parte porque os bandidos mais velhos sabem que o custo para o menor criminoso que é pego é baixíssimo; então para ele fica barato contratar essa mão-de-obra específica, pois a ausência de penalidade torna a "participation constraint" do menor mais fácil de ser satisfeita pelo bandidão.

E tem que parar de soltar bandido no Natal e dia das mães. E tem que expandir o sistema penitenciário. E nada de celular na mão de bandido, cacete. E tem que unificar a inteligência da polícia.

Autoridades, aumentem os custos de se cometer um crime!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

13 +1 Best brazilian economists ever

(does not include academic economists)

0 - Bellu (i had forgot him; readers complained)
1 - Joelmir betting (in memorium)
2 - Miriam (many books sold!)
3 - Delfim (in memorium)
4 - Antoninho de B. (ugly but smart)
5 - Kanitz (has an important contribution to accurately measuring gdp)
6 - Kahir (important columnist)
7 - Jorge Vidor (wears a nice tie)
8 - F.Genta (likes samba and SAMBA)
9 - Arminio F. (cant solve a hamiltonian)
10 - Conceição (she knows math!)
11 - Rui Barbosa (money printer, nice moustache)
12 - C.Toledo (observes gdp online, talking to entrepreneurs)
13 - Pastore (runs a lot of regressions in which all variables are endogenous)

A carteirinha de estudante

Voltou à discussão o tema da carteirinha do estudante. Tomara que cresça a pressão para ela ser extinta, essa anomalia bizarra.

É possível que os proponentes da lei lá em 1992 tenham pensado assim: "essa lei barateia o preço para os estudantes, facilitando-lhes o acesso a importantes atividades culturais, sem prejudicar os outros".

Faltou o básico de teoria econômica nesse raciocínio torto. Ora, se o preço antes da lei era X, e um grupo passa a ter direito à entrada por metade do preço, as casas de espetáculo e de cinema obviamente reagem aumentando o preço anunciado para compensar a lei, cobrando a partir de então algo como (1+x).X.

O pessoal com carteirinha paga menos mesmo:  (1+x).X/2 < X, mas quem não tem carteira paga mais:  (1+x).X - X = x.X > 0.

O que um grupo ganha, X - (1+x).X/2 = (1-x).X/2 multiplicado pela proporção desse grupo de estudantes, digamos y%, será exatamente o que o outro perde vezes seu tamanho proporcional na população, 1-y%. Essa conta é feita de modo ao ganho do cinema não se alterar (afinal seus custos não mudaram com a lei, a concorrência não mudou com a lei)

Igualando,  (1-x).X/2. y% = x.X.(1-y%), dá :

X/2. y% = x.(X.(1-y%)+X/2. y%)

x = (y%) / (1-0,5.y%)

Note que essa razão que dá em quanto cresce o preço para os não-estudantes cresce com y%, a proporção de estudantes na amostra. Quanto mais carteirinhas de estudante, mais os outros pagam.

Agora, quem são esses outros?? Já se perguntou isso, leitor? Muitos deles trabalhadores com renda familiar muitíssimo inferior a dos estudantes.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Contratando Economista


Isso não é brincadeira. Estou mesmo buscando alguém para trabalhar comigo, como economista numa empresa de gestão de investimentos. Acompanhar o andamento de vários países pelo mundo, fazer projeções, etc., e toda a baboseira que eu faço.
Ainda não tenho certeza do budget que tenho, acho que vai dar para alguém que se formou há algum tempo ou alguém que acabou (ou está acabando) o mestrado recentemente. Se lhe interessa mande para mim seu cv no kanczuk@gmail.com

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Me and X, we have our quibbles

X believes in nominal rigidities, I believe only in productivity shocks

X believes in coordination failures; I dont give a damn to externalities and believe firmly in government failures

X thinks the Fed and depressed animal spirits caused the great depression; I think it was a bad productivity shock followed by distortionary macro policies in the labor market

X regresses sometimes; I only calibrate

X teaches macro; I only teach micro

X cares about inequality; I think lazy people shouldnt be helped out

X studies french; I study german

X defines himself as a social-democrat; I am a libertarian

Ontem uma PIM fraca, hoje a inflação alta

O que é o que é, que explica crescimento fraco com inflação alta?
Problema na Oferta?

terça-feira, 7 de maio de 2013

O PIB vai crescer...

....0,7% sem agricultura......

esse é o resultado de um modelo de componentes principais
com agricultura eu sei lá, talvez 1%?
o FK disse que o dele deu 0,8% (no dele, rodado com Kalman no dYnare, os coeficientes pulam que nem coelhinhos)
o X disse que não acredita em modelo de previsão, de nenhuma espécie
o CT disse que vai crescer 0,9%, porque os empresários falaram pra ele
o FG rodou o Samba, e disse que dá 0,9%
Eu rodei tbm um FVAR com alta da Selic de 100 pontos a mais, tirei de lá o componente e meti de volta pra chutar o pib pra 2013 todo. Deu 3.1%.
acredite no que você quiser, eu mesmo não tenho fé em nada

Impostos na França


Delfos Delfos, what are u saying?

Jesus, Delfos, are u mad? Bacha e Belluzo, creme de la creme? What about X and Antoninho??
Delfos, what do you mean by "artificially hiding" the inflation rate under fixed exchange rate regimes? Did you read Kydland and Prescott? Barro and Gordon? etc, etc? Fixed exchange rates in countries with poor economic institutions is about solving the time inconsistency problem, Delfos. Tying hands in order to reign in the monetary beast. Let me make this clear: it shouldnt be a long-term solution because of its side effects, but virtually all countries defeating very high inflation have had to undergo a period of fixed exchange rates to prevent inflation-addicted governments from printing money. You helped creating the inflation drama in Brazil in the 1980s, remember? And since you pick incessantly on FHC, I will monitor your texts with scrutiny. They have been poorly written pieces, Delfos, let me tell you that.

Privatization in France

Antoninho, my friend born in France in 1970,
Did you see your socialist president is selling government participation in private enterprises? He said he will use the resources to invest in public infrastrucuture. Well, there is some empirical evidence suggesting this sort of investments do cause other private sector investments in capital and innovation. Thingers crossed!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

I am against Azevedo

Nothing personal, of course. But Brazil is a highly protectionist country and this administration does not believe in free trade at all.

Mexico is much more inclined towards free trade, so let´s elect the mexican for god´s sake. Leave aside the nationalistic rethoric; we do not need a brazilian there, we need someone to defend the ideal of free trade.

Coutinho vs. CESG

LC: "os níveis de conteúdo local eram 90%, hoje estamos falando de 60%"

CESG: mas não deveria ser 0% a exigência legal ? e se o produtor achasse melhor comprar tudo lá fora, quem ganha não é o povo brasileiro?

LC: "desenvolver empresas com projeção internacional tem um valor grande"

CESG: por que? por que tem um valor grande? valor para quem? maior concentração de mercado, até onde estudei, gera perda de bem-estar...principalmente se ela é subsidiada com recursos públicos

LC: "a preocupação com a reindustrialização é positiva, porém as politicas industriais são muito mais complexas"

CESG: exato, são tão complexas que é melhor deixar de lado. quem pode saber quais as vantagens comparativas do Brasil daqui a 10 anos? NINGUÉM. então por que "induzir" nessa ou naquela direção? o setor privado não tem capacidade de perceber qual melhor direção a seguir, LC?

A indústria é mais formalizada mesmo, então acaba pagando mais impostos que os outros setores. Isso eu concordo com o LC, mas o Bacha já tinha dito a mesma coisa.

sábado, 4 de maio de 2013

FK puzzled face

When FK was young, still a promise, i invited him to lunch. I wanted to introduce him to some people from the financial markets. After lunch we bought some mega sena tickets. FK chosen sequence was 6 16 26 36 46 56. An economist in the group seeing this then said to him : " you will never win with this sequence". I feared for this person health, but FK just stared at him/her with a puzzled face, disappointed, i think, unable to understand how an economist could have said that. This was long ago, we are old now. I still keep betting, and I always choose FK's old sequence (which is just as probable as any other).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Inflação de um VAR bayesiano

Rodei um VAR bayesiano com tax de juro ano, crb, cambio nominal, inflação LIVRES e ibc-Br. Da uma inflação de 8 % nos livres pra 2013. Liguei pro FK pro FG e pro X. eles rodaram os deles. Deu isso também.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Extra, extra: Tanzi mostra o caminho para o Brasil

Fui ouvir o Vito Tanzi sobre a pergunta mais relevante em nosso campo: qual deve ser a participação do Estado na economia?

Tema oportuno nestes tempos em que o governo brasileiro está promovendo o que o Estadão chamou eufemisticametne de Gandaia Fiscal.

O Vito não sabe a resposta. Obviamente não dá para saber exatamente o limiar que define se um governo aumentou demais (o Rogoff ainda não calculou).

Ainda assim, a evidência mostra que (i) é difícil emagrecer e (ii) chega um momento em que claramente o tamanho passa da conta. A nossa política anticíclica que vale apenas quando as vacas são magras é uma perversidade conhecida.

Segundo o Prof. Tanzi, 15% ~ 20% do PIB são mais do que suficientes para dar conta das funções alocativas (provisão de bens puramente públicos, correção de externalidades, etc.). O resto é essencialmente distribuição.

Por mais desejável que seja uma sociedade mais igualitária, há evidência de sobra mostrando que as falhas de governo (corrupção, etc.) crescem acentuadamente com o tamanho do Estado e, a partir de um ponto, a pizza que se quer dividir para de crescer.

Será que o Brasil passou do ponto?

Perguntaram ao Tanzi se haveria uma receita de bolo; um caso bem sucedido de reforma para motivar os que estão no caminho errado. A resposta foi positiva: o caso da Suécia é um exemplo a ser seguido (vejam o relatório da Economist).

O governo do país nórdico - ainda gigantesco - encolheu quase 20 pontos percentuais, sem contar a revolução no campo de incentivos, por exemplo, o uso de vouchers para que os alunos usem em escolas privadas e uma margem boa de manobra para demitir funcionários incompetentes e que "valorizam o lazer".

Saí do seminário otimista com a constatação de que é só o Brasil seguir a Suécia e tudo estará resolvido.

Plano Real pra Industria

Fui ler, a pedidos dos leitores, a entrevista frankstein Belluzo-Bacha

O plano Real pra industria, do Bacha, é: cortar gastos (como proporção do PIB) pra reduzir impostos e então abrir mais a economia e fazer acordos comerciais. Difícil discordar disso. Vai fazer, vai arranjar uma coalizão pra isso...coalizão pra derrotar a hiper-inflação é bem mais fácil.

O que eu posso acrescentar aqui é isso: não é óbvio que fazer espaçado no tempo seja o ideal, pois gera time-inconsistency e fadiga, ambos fatores que matam a reforma. Fazer na porrada pode ser mais politicamente viável, apesar de provavelmente menos economicamente produtivo dado que na economia tem uma porrada de sunk costs.

Sobre um dos pontos do Belluzo: ele diz lá que nos anos 60 e 70 o pais crescia porque tinha uma tal coordenação privado- estatal...pode até ser (eu que sou fã do paper de Big-Push da trinca de Chicago no JPE 1989), mas uma explicação alternativa é: uai, lá o K/Y era baixo, então investimento tinha um baita impacto e iria acontecer com ou sem governo empurrando. Talvez o empurrão tenha atrapalhado, com dinheirama desperdiçada em projetos nada a ver. Vai saber... não temos o contra-factual.


Desemprego Negativo


Continuo perturbado com a série de desemprego. Brincando com o CAGED consigo obter uma série de desemprego parecida com a do IBGE utilizando hipóteses razoáveis de oferta. Talvez oferta seja mesmo a explicação. Mas continuo achando que não ter relevância alguma.

A utilidade do desemprego, como medida de ociosidade, só serve mesmo se a série for razoavelmente estacionária. Se tivermos que filtrá-la ou criar uma NAIRU com tendência, daí é melhor usar uma série de emprego. Tem melhor relação com o PIB, não é defasada, e tem implicações teóricas mais claras. Alternativamente, mesmo que o desemprego seja negativo, como vou filtrá-lo, seu nível não terá relevância.

Fiquei então no seguinte (ajudado pelo X). O crescimento da população em idade ativa caiu uns 0,5% durante os últimos dez anos. Isso significa que o PIB tendencial (baixa frequência), caiu por volta disso, nesse período. Na alta frequência, para averiguar ociosidade do mercado de trabalho continua sendo melhor filtrar CAGED. O desemprego baixo não tem significado econômico nenhum. Em particular, ele não indica que não podemos crescer. Talvez tenha implicações sobre a popularidade da presidenta, mas isso é outra coisa.

Por que o Brasil não Cresce (no Valor)

Caro Antoninho, por favor leia o caderno do Valor e aponte os erros você. Eu não aguentei. Depois de 15 minutos de leitura eu aprendi que o Brasil não cresce por causa da produtividade. Puta merda.

They mess; we pay

Hey X, howdy.

This government guys did us harm, man. They scared the private sector with their left-wing interventionist rethoric; then investors fled; then they regretted their own bullshit (the gov´t) and said, "hey come back investors; we know we increased regulatory risk, but we now want to pay you more to compensate for that, look at the new returns we are offering, they are fat".

Wouldnt it be cheaper for us, the taxpayers, if they didnt mess up with risk to begin with, X?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Volatility in prices - wonkish

I read Boivin and Giannoni AER paper. It is a good read. They reconcile slow general price adjustement with Bills and Klenow evidence of an average of 4 months of price stickness when you look at micro evidence. The key thing is:most of individual price variability comes from idiosyncratic shocks unrelated to macro conditions. Running a FAVAR They show the common factor in individual prices explains a tiny part of total variance but nevertheless does display a lot of sluggishness! So we are free to continue to calibrate the calvo-parâmetro as before ! Tks guys, you are my heroes!

Misallocation na Iliada

Canto XIV

"Quanto ao homem tenaz em combate, que leva ao ombro um escudo pequeno, que o dê a um homem inferior, envergando ele próprio um escudo melhor".  Assim falou, e eles deram-lhe ouvidos e obedeceram. Dispuseram-no os reis, apesar de feridos: o Tidida, Ulisses e o Atrida Agammenôn. Indo ao longo do exército, providenciaram a troca de armas. E o valente envergou armas valentes; o inferior, inferiores.